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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mergulhando para buscar pérolas


Between 1950 and 1980 the Netherlands had a flourishing shipbuilding industry. Launch after launch was celebrated at shipyards in the north and west of the country. But the industry collapsed amid mismanagement and the rise of Asian shipyards.
Now shipbuilding is booming again, almost at the old level. Rotterdam has been hosting a big maritime fair where shipyards and suppliers can show off their know-how.(aqui)


Inevitável que a notícia acima me fizesse pensar na música abaixo:




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ame-o e deixe-o...



Tinha prometido falar um pouquinho da II Conferência de Brasileiros no Exterior que aconteceu em outubro no Rio. E acho que o papo vai ser longo. Puxa uma cadeira aí. Já tinha comentado rapidamente antes (aqui) que trabalhos foram muito bem abertos pelo ministro Celso Amorim, que fez um resumo do movimento, uma prestação de contas em relação às demandas feitas na conferência anterior, um mea culpa em relação aos problemas ainda pendentes e promessa de manter-se atento às reivindicações dos 3 milhões de brasileiros vivendo, hoje em dia, fora do Brasil. Mesmo assim, a imprensa do Brasa não falou nenhuma linha sobre, se alguém tiver visto alguma coisa que me atire o primeiro link!
O Brasil se tornou a partir do anos 80 um país de emigração. Dos atuais 3 milhões e tais de compatriotas no exterior, os três maiores grupos se encontram, respectivamente nos EUA, Paraguai e Japão. Essas comunidades estavam todas bem representadas na conferência, pelo menos numericamente. Aliás, tirando cobertura de carnaval na tevê, poucas vezes se ouve tanto a palavra “comunidade”.


No ano passado houve intervenções de natureza acadêmica, mas não neste ano, tempo curto e o menu de reivindicações complexo, pouco espaço para elaborações teóricas. Existem tentativas de modelos de discussão teórica transdiciplinares que tentam mapear a questão da movimentação em massa de pessoas e uma pergunta básica é sobre quais seriam os parâmetros para se caraterizar uma diáspora. Para começo de conversa, tem a heterogeneidade dos grupos fora, tanto em relação às motivações da migração e escolha do destino, ao perfil dos emigrados, da expectativa deles, entre por exemplo, uma saída provisória ou permanente do país, a época em que sairam e como se aglutinaram, ou não, fora do país.
Sobre a estrutura da conferência e as atas publicadas, é só dar uma olhada neste link do MRE.


Na abertura o Celso Amorim sublinhou a necessidade de treinamento e aperfeiçoamento funcional no seio do seu ministério, a necessidade de expandir os serviços e dos consulados itinerantes que amenizam alguns problemas. Carlos Gabas do Ministério da Previdência Social relatou os esforços da sua pasta em relação aos acordos bilaterais de previdência e comunicou que provavelmente ainda este ano Brasil e Japão assinarão o acordo previdenciário. Isso evitaria, por exemplo, que pessoas que trabalharam 20 anos no Brasil e mais 20 no exterior acabem sem aposentadoria alguma em nenhum dos dois países. A Teresa Cruvinel da tevê pública ressaltou a importância de se oferecer programação boa e não-comercial à população em geral, incluindo aí os brasileiros que vivem fora. Mencionou tratativas entre esse órgão e diversos governos/empresas estrangeiros para fazer chegar, via cabo, a programação deste canal de televisão.


As reivindicações campeãs de público na mesa que participei foram:

1. questão dos registros civis e projeto de cartório brasileiro no exterior para evitar a necessidade de transcrição/legalização de documentos.
2. a necessidade de estimular os brasileiros, independente de sua situação legal, de fazer matrícula consular, inclusive orientando associações que lidam com brasileiros para que recomendem essa prática.
3. Como aceitar ajuda da comunidade e organizações para que possam preparar e verificar documentos de brasileiros antes de procurarem os consulados.
4. Como criar e uniformizar uma espécie de selo de qualidade para identificação e reconhecimento de entidades que ajudam ou venham ajudar os imigrantes brasileiros.
5. regularização de documentos.
6. maior envolvimento tanto da comunidade como do serviço consular sobretudo na questão dos compatriotas detidos,
7. promover a criação de conselhos de cidadãos nos consulados mas eliminar o procedimento que dá o cargo da presidência ao cônsul. E que esse conselhos sejam só para cidadãos brasileiros.
8. ainda sobre documentos, a questão da fé pública dos advogados que não está sendo reconhecida, por razões burocráticas, pelos consulados na Europa.
9. a aceitação da carteira de habilitação automaticamente quando existir acordo bilateral e pedidos para que mais acordos sejam feitos. (E os problemas acontecendo na Espanha, país com o qual o Brasil já tem acordo, foram mencionados, viu Anlene ?)

E várias outras coisas. Na mesa de Saúde, entre tantas questões importantes, um companheiro do Japão levantou um problema técnico importantésimo: como alertar aos serviços de saúde no exterior e a comunidade brasileira, sobre, por exemplo, doença de Chagas, para que alguém que nunca ouviu falar dessa doença, possa fazer um diagnóstico correto mas, sem, ao mesmo tempo, gerar (mais) um fator de discriminação contra o imigrante. Segundo ele, 1 em cada 100 brasucas são portadores e se a pessoa vier de uma região endêmica então já viu. Um desdobramento bacanudo dessa conferência foi que os problemas de gênero passarão a ter uma mesa própria no futuro, pelo carater multifacetado que têm. Também pedido, em prosa e verso, eventos, cursos, bibliotecas e tal, onde sobretudo os filhos dos imigrantes mantenham o contato ou aprendam a língua e aspectos da cultura brasileira. Desejáveis também mais acordos para reconhecimento de diplomas. A questão previdenciária milhões de vezes citada.

A informação mais importante, ao meu ver, foi saber que o Núcleo de Assistência a Brasileiros no Exterior - NAB, que foi criado em 1995, por causa da problemática de tráfico de pessoas, tem telefones para dar assistência consular em casos de emergência, 24 horas por dia, todos os dias do ano e endereço eletrônico para brasileiros no estrangeiro e é presidido atualmente pela Conselheira Luiza Lopes da Silva, chefe da Divisão de Assistência Consular. Gostei dela, super gentil e atenta, me pareceu empenhadíssima em operar mudanças dentro do seu ministério.
BlogaFora também é serviço público !

São consideradas situações de emergência:
Detenção, passaportes extraviados, graves problemas de saúde, falecimento, ocorrências policiais e catástrofes naturais ou conflitos.
Telefones: +55 (61) 3411-8803/ 8804/ 8805/ 8809 / 8817 / 8818 / 6270 / 9718
e-mail: dac@mre.gov.br
fax: +55 (61) 3411- 8800
Fora do horário de expediente (em casos de emergência)
+55 (61) 3411- 64 56
Ministério das Relações Exteriores
Divisão de Assistência Consular
Esplanada dos Ministérios, Bloco H Anexo I – Térreo
CEP 70.170-900 Brasília – D.F.

Os trabalhos este ano, comparados às brigas, bate-bocas e confusões do ano anterior, correram na maior tranquilidade, mesmo nas mesas onde as discussões foram mais acirradas, sobretudo onde se discutia as formas como se fará a representação política das comunidades. Na hora da Plenária, praticamente todas as decisões foram tomadas por consenso ou unanimidade. Claro que sempre tem umas pessoas sem loção (nem talco ou água de colônia, como acrescentou um brasuca de Boston) que pediam a vez de falar, mas não questões de ordem ou conteúdo, mas para agradecer a Deus, lavar roupa suja, para reivindicar coisas pessoais, para babarem-ovo, para darem uma de papagaio de pirata, “visitem meu site”, “me contratem” ou fazer uma performance teatral básica. A vencedora, para mim, foi a criatura que na hora da plenária, 44 minutos do segundo tempo, cansaço geral, etc e etc, se inscreveu para agradecer ao presidente Lula por ter levado as olimpíadas para o Rio.


Resumindo tudo, acho que finalmente as coisas estão mudando no Itamaraty em relação ao atendimento ao público. Eu disse no meu grupo que ficaria muito feliz se o pessoal que atende os brasileiros fora aprendessem a deixar seus preconceitos em casa, todos aqueles, de classe, cor, religião, nível educacional, escolha sexual, pelo menos durante o expediente. Que as embaixadas e representações consulares devem, para começo de conversar, enviar sinais amistosos à brasileirada, para que em caso de necessidade, elas sejam a primeira instância que venha à cabeça, independente da situação legal da pessoa. No mais, satisfeita em ver que prestar atenção nos imigrantes brasileiros estava no programa do Lula e ele não pediu para a gente esquecer o que ele escreveu. Como disse antes, os grupos são variadíssimos, as questões locais a serem enfrentadas poucas vezes são generalizáveis, mas estou gostando de ver essa movimentação.







segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Enquanto isso, na capital do reino....


Fui ver no Melkweg a excelente exposição de fotos de transsexuais na Turquia. Mas o estranhamento cultural para mim foi passar pelo prédio da capela (?????) da igreja (???) da cientologia (?????), bota ponto de interrogação nisso. Ponto nobilíssimo de Amsterdã, vááários andares, eu hein. Um pouco antes, quase saio correndo, na direção contrária, claro, ao passar por um ringue de patinação onde tocava lambada. Olha o filmeco aê para comprovar!



Apertem os cintos, a chuva vai chover!

O Stormy Monday de hoje é de tirar picapau do ôco!




sexta-feira, 6 de novembro de 2009

El camarón

Gafe linguística do príncipe herdeiro virou a chacota do dia. (o clique acima é clicável, em inglês). A real-criatura quis c*g*r uma goma para impressionar os mexicanos e em vez de usar um ditado local que diz mais ou menos que camarão que dorme a água leva, ele disse que camarão que dorme se f*de! Já estão querendo colocar a culpa no tradutor, em quem escreveu o texto etc e tal. Mas a ironia mesmo é que a mulher do príncipe é argentina (e, justiça seja feita, aprendeu, na marra, a falar muito bem o holandês, ainda mais depois da sua primeira gafe, quando noiva, quando chamou o dito cujo de estúpido, quando queria dizer bobinho.) E eu imaginando qual seria a versão dele para o nosso "em boca fechada não entra mosca", cartas para a redação....




segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"If I don´t get some shelter..."

Depois de um domingo chuvoso e cinza, até que a segunda nem está tão ameaçadora. Por enquanto. A metereologia "prometeu" que vai chover e ventar muito na costa logo mais. Ou seja, o Stormy Monday pode até tardar, mas nas bandas de cá, quase nunca falha.




terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dos delitos e das penas, do comércio e R.S.V.P.

Tres notícias do tipo que me confundem e me obrigam confirmar na agenda: ano da graça de 2009, século XXI.
A primeira (em inglês) sobre a aplicação da pena de prisão perpétua aqui nas Terras Baixas. Já cansei de discutir com nativos sobre. Eles, como diz o artigo, negam que esse tipo de sentença seja aplicado, que só existe na teoria. Só que além de não ser bem assim, os juízes andam aplicando com maior frequência esse tipo de punição. Pessoalmente, acho além da extrema crueldade, na verdade um reconhecimento, ainda que implícito, por parte do juiz, que ele não acredita na recuperação das pessoas.


Dois militantes da facção jovem do CU (o partido da União Cristã), fazendo manifestação aqui em Haia, contra as lojas abrirem aos domingos. Acrescento que isso só acontece em lugares muito específicos e quando declarados de interesse turístico. Em Utrecht, por exemplo, que é a quarta maior cidade holandesa, as lojas do centro podem abrir no primeiro domingo de cada mes (e fica parecendo o estouro da boiada).


Anunciaram vaga de lacaio da rainha e choveram candidatos. O serviço de inteligência não informou os números. Querem candidatos com curso superior, que consigam se defender no inglês (todo holandês acha que fala) e nenhuma mençaõ de espanhol ser um plus (talvez seja uma indicação que a rainha não está pensando em passar tão cedo o cetro para seu filho e a nora argentina). Que entenda de etiqueta (olha um mercado aê para Glórias & Danuzas) e do protocolo real. O salário também não foi divulgado. Viram, existe mesmo esse papo de lacaio. Ou vocês acharam que eram só aqueles de Moscou?




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

" C'era un ragazzo che come me..."

Depois de tantos deuses e semideuses da música tocando na série Stormy Monday, hoje decidi subir o video de uma tal Aaron Stiver Band. Tudo indica que são uns garotos que como eu, se não amavam os Beatles e os Rolling Stones, descobriram lá na garagem que "first you fall, then you rock´n´roll"







Bonus track: a canção que dá título ao post (tanti ricordi...) com direito a berimbau!




quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sob o sovaco do Cristo

Quase fechando o capítulo da minha passagem meteórica pelo Brasa, aqui vão algumas observações sobre a estadia no Rio, ou senta-que-lá-vem-a-história.

Como já vi que vai virar tradição, fui ao TribOz (comentei aqui). Chovia à cântaros no Rio e, como sabemos, carioca o-d-ê-i-a sair na chuva. Mesmo assim, quem gosta de jazz botou o nariz para fora para ir ouvir boa música. Tive a sorte de ir muito bem acompanhada por um amigo que não só gosta de jazz como também entende do assunto, ou seja, era o tal do plus a mais, ou a pessoa certa no lugar certo. Quem tocava no dia era o grupo do Guilherme Dias Gomes, fiz uns filmecos só para dar uma idéia. Super recomendo uma visita ao lugar.





Domingo quase fui num evento na Marina da Glória sobre o Brasil rural ou coisa que o valha, com barraquinhas de artesanato, comidas e depois música. Quando já estava para sair de casa, dois amigos fizeram a gentileza de me ligar e dizer que o evento, embora de natureza rural, mais parecia programa de índio, já que a fila para entrar estava catastrioficamente longa. Quem consegui superar esta barreira disse que a feira, que parece estar na segunda edição, é legal e numa próxima vale a pena se organizar de forma diferente para visitá-la.


Da minha breve passagem por Sampa, que carioca renegada que sou, a+d+o+r+o, fica sempre prazer de encontrar, ou tentar encontrar, pessoas queridas. Constatei que o aeroporto de Congonhas não foi feito para ser acessado por transporte público. Eu fui de metrô até São Judas e de lá peguei o buzum, que sacudia mais do que o liquidificador do "Will it blend?" quando ele conseguia se mover no engarrafamento. Quando desci no ponto, tinha esquecido que a passarela de acesso ao aeroporto é cheia de escadas, de forma que, cadeirante ou caboclinho levando mala grande, tem que rebolar para fazer a travessia. Ainda no capítulo aeroporto, chegando no Rio, a não ser que você saiba que há ônibus com preço fixo que vão seja para Zona Norte seja para Zona Sul, é mais ou menos impossível descobrir essa informação no próprio Santos Dumont. E, mesmo sabendo dessa possibilidade, para saber os horários dos ditos cujos, só mesmo no gogó, já que não tem nenhuma placa informativa. Tenho certeza, porém, que até 2016 esta falha será sanada...


Como disse no post anterior, tive a sorte de estar no Rio de Janeura no dia da festa do RoNcaRoNca. O Mauríco Valladares himself já contou lá no site do seu programa, só que não tem permalink (pô MêVê, facilita aê!). MauVal, para quem não sabe, comanda um programa de rádio que teve diferentes nomes em avatares anteriores mas que em qualquer "encadernação" sempre oferece música diferenciada, de todos os espectros, sabores e cores. Hoje em dia o programa, RoNcaRoNca, pode ser ouvido às terças, em FM em várias cidades do Brasa, das 22hs à meia-noite ou à qualquer momento em streaming. Isso não é jabá, acho *=>). Dessa vez, a festa foi na varanda do MAM, lugar maravilhoso, pela vista, pelo tamanho e sobretudo pelo fato de ser coberto mas aberto, não fica aquela coisa abafada desagradável. Como tinha que voar no dia seguinte, fui embora relutante, deixando a pista cheia, em animadésima comemoração do Fela Kuti Day. Carioca não gosta de sair na chuva, mas nesse dia choveu também bala, helicóptero foi derrubado, clima de guerra civil que deixou muito roNqueiro em casa, que vai ter que esperar pela próxima edição da festa.


Por fim, o evento que me levou ao Rio, a II Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior, que aconteceu no Palácio do Itamaraty. Num próximo post conto os detalhes. (aqui tem informações) No momento só queria dizer que os trabalhos foram muito bem abertos pelo Celso Amorim em pessoa e por causa dele tinha um monte de jornalistas lá. Só que para meu espanto, nos jornais do dia seguinte, só escreviam sobre os comentários dele sobre o Zelaya/Honduras e nenhuma mísera linha sobre o quê que o ministro tinha ido fazer no Rio! Comentei com algumas pessoas presentes na conferência sobre isso e ficamos na dúvida se era boicote ao movimento, mau jornalismo ou uma combinação dos dois.






terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sinopse da sinapse

Sei que muitos de vocês querem saber como foi minha volta fazendo a conexão no aeroporto de Paris. Bem, para começar, devo me corrigir. Tinha dito antes que esse era provavelmente um dos aeroportos mais antipáticos do sistema solar. Na verdade, melhor usar uma escala maior, tipo Via Láctea, teoria das cordas e universos paralelos.


Tinha me preparado bem para o voo: sacudi o esqueleto até as três da manhã na festa do RoNca (depois conto), andei na praia de manhã, quando tive oportunidade de me despedir dos 26 graus Celsius, sabe-se lá quando voltarei a encontrá-los. Na hora do jantar no avião tomei um monte de goró na forma de vinho tinto e me entreguei aos bracinhos de Morfeu, ou melhor, as partes do seu corpo que dava para agarrar sentada naquela cadeira. Tudo ia bem quando senti um cheiro de fumaça, achei que era sonho, mas meu cérebro insistia que era verdade. Começamos a ouvir mil sinaizinhos e mensagens claras da tripulação em várias línguas que é proibido fumar em avião. Meio perplexa me dirijo ao vizinho: “no ano da graça de 2009 ainda tem gente que quer fumar em avião!?” “Que troglodita, né?” foi a ótima resposta dele. Depois disso ficou complicado dormir. Além do que, ficamos combinados que turbulence, ao contrário de decadence, é sempre sem élégance.

Chegamos no horário em Paris. Entretanto, tivemos que esperar 20 minutos até liberarem o estacionamento da nossa aeronave. Evidentemente, não foi praga minha, já que tinha só uma horinha para fazer a conexão. Juro que só porque o piloto anunciou que que ia ser o copiloto quem ia descer o bicho, já que era a última viagem dele antes da aposentadoria, achando essa informação meiga, eu apenas não me juntei aos passageiros que deram aquela salva de palmas brega/kitsch ao fofo.

Na saída do avião, uma enorme fila se formou no finger porque 2 agentes da polícia, visivelmente relaxados e sem pressa alguma, olhavam os passaportes um a um. 8:35hs, já tinha dado minha conexão como perdida, quando oh, surpresa, tinha uma funcionária da KLM gritando “Amsterdã 9 horas!” Tchoptchura, pensei, eles se importaram com os 10 passageiros dessa conexão. Aí a criatura diz, como quem dá a largada: “portão F 33, sigam-me” e sai batida Comentei que a criatura tinha tipo 1.70 só de pernas? Pois. Depois de 11 horas sentados, a vontade de estar naquele voo para Amsterdã era tanta que bravamente ficamos na cola da mulher. A corrida frenética foi interrompida pelo controle de passaportes. 2 brazucas que foram diretamente para o guichê dos europeus para ganhar tempo , explicaram o porquê, ouviram cobras e lagartos do policial. Até que a mulher chega e explica de novo a razão deles estarem furando a fila. O homem disse, ah, só assim para usar essa fila! Mais fácil esses burocratas passarem pelo buraco da agulha do que pedirem desculpas. Mais corrida frenética até o … controle do raio X. Tira-se sapatos, cintos, relógios, celulares e o c*r*lh* A4. Corrida de obstáculos até o porta 33 para ouvir da funcionária que ela sentia muito mais tinham acabado de fechar a aeronave. E nós: mas você não foi avisada que ainda iam chegar 10 pessoas. Sim, foi a resposta. Agora vocês vão ali no guichê 25-A e tentem o próximo voo. Várias manifestações vocais foram emitidas pelas vítimas, digo passageiros, entre muxoxos e palavras de baixo-calão. Aí a nossa guia pega o walkie-talkie, dá uns berrinhos e somos comunicados que podemos embarcar sim. Entramos no avião, que ainda ficou 15 minutos no solo, entre abastecer e preencher papeladas, segundo disse o piloto.

Finalmente chegamos e na esteira de bagagem, comento com um companheiro de voo que o aeroporto de Schiphol compete com o de Heathrow no quesito mala que não chega, tipo 1 em 5. E enquanto falava, tive a sensação de que mais do que uma fornecer uma estatística, estava fazendo uma previsão. Pois é, a mala não veio junto, mas verdade seja dita, eles foram simpáticos no atendimento e a mala foi entregue ontem mesmo. Veio com uma etiqueta pedindo desculpas e dando um desconto de 25 euro-paus na compra da próxima passagem com a KLM. As desculpas não sei, mas o desconto será aceito de bom grado.